sábado, 11 de maio de 2013

Decoração ao seu alcance - Pt. 2

Vou ser sincera: não estou postando novamente porque quero oferecer aos meus leitores o privilégio de lerem dois posts em dias consecutivos, e sim porque odiei a postagem anterior e, já consciente de que só voltaria a escrever no blog depois de um bom tempo, não queria deixá-la em destaque na página. Por isso, resgatei algumas fotos da aparência definitiva do meu quarto que havia prometido no post sobre decoração e resolvi dividi-las com vocês - mesmo que com muito atraso.

Exatamente, a decoração do meu quarto - aquele, com Smiliguidos de biscuit e figurinhas da Moranguinho coladas pelos objetos que sofreu uma significativa transformação no início desse ano. Se eu consegui mantê-la? SIM! Não sei como essa mudança no meu comportamento ocorreu, mas, bom, felizmente é positiva. A seguir, confira as imagens. Espero que elas lhe contagiem com o espírito da organização!


A imagem era de um calendário de mil novecentos e oitenta e alguma coisa que minha mãe tinha guardado. Achei o desenho bonitinho e, no quadro, ficou ainda mais fofo. Me identifiquei com o personagem representado.


 Se você leu o primeiro post sobre decoração, deve se lembrar a respeito das caixas de madeira de preços absurdamente acessíveis que encontrei numa loja de R$1,99. Essa passei a usar como lixeirinha, mas, para que os descartes não ficassem visíveis, usei o chapéu de um ursinho de pelúcia como tampa.


Obrigada, Casa China, pelos itens de decoração simplesmente vintage!!!!! Uso essas latinhas para guardar bugigangas em geral. Muito melhores do que os brindes de ovo de Páscoa e artesanatos da aula de artes da pré-escola que eu insistia em usar como porta-trecos.


Contrariando minhas tendências comportamentais do passado, ao invés de encher a parte externa da latinha de presilhas com ímãs e recadinhos, optei por deixar de lado a poluição visual e fixei 1 (um) único ímã no objeto (registro do antes aqui). Ficou clean sem ficar totalmente despido. À esquerda, um fragmento de minha biblioteca wannabe.


Mais uma vez, meus agradecimentos vão ao estabelecimento comercial Casa China, que disponibiliza em suas lojas cestinhas e flores artificiais.


Agora que tenho uma colcha nova, posso expor para desconhecidos de toda a world wide web fotos do local em que durmo.


Estou feliz por ter passado de decoração de quarto de criança de cinco anos de idade para uma arrumação de pré-adolescente fã de pôneis. Ainda falta remover os adesivos de sereias e outros seres marinhos das portas do armário, mas é um passo de cada vez.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Estilosamente confortável

Pela manhã, levanto só dez minutos depois que o despertador tocou pela primeira vez. Bom, isso no começo do ano: agora aguardo quinze minutos para sair da cama, mas, com as mudanças de temperatura, prevejo que em breve só reagirei depois de multiplicar os "só mais cinco minutinhos" por quatro.

Dormir mais, no entanto, apesar dos benefícios, traz como consequência um tempo quase nulo para me preocupar com minha aparência.

Como proprietária de um blog de moda, não deveria admitir isso, mas não me arrependo de minhas escolhas (repousar acima de prezar pelos aspectos relacionados à estética e estilo). Na verdade, todos os dias, por alguns instantes, sinto inclusive raiva de mim mesma por ainda ter alguma dignidade para me dar ao trabalho de colocar uma calça jeans - e perder significantes segundos em que poderia estar sonhando - ao invés de simplesmente vestir uma calça de moletom por cima do pijama. Mas, felizmente, aí me lembro que não posso me permitir chegar a esse ponto de relapso, e fico aliviada por ainda me restar algum senso que me impede de me tornar uma adolescente adepta do look invernal constituído por legging, casaco Hollister e botas Ugg.

Perturbador.

Como vocês podem perceber, estou vivendo um dilema: tentar resgatar a Gabrielle dos looks do dia do The Clown Costume ou afundar ao ponto de compartilhar orgulhosamente esse tipo de imagem no Facebook?

*Aplausos* (Retirado de: Google)

A moda surgiu para mim como uma maneira de me expressar através de minha timidez excessiva, mas, às vezes, não tenho nada para expressar além de "foda-se". No entanto, sempre que conveniente, é interessante esbravejar o que eu descreveria como um "foda-se premeditado": looks despojados e confortáveis, mas não inteiramente negligentes. Por isso, selecionei algumas composições não muito absurdas e adequadas às temperaturas atuais, mas que não passam despercebidas, para você se inspirar naqueles dias que, apesar de não estar disposta a por o pé para fora de casa, simultaneamente se recusa a ser vista em público trajando uma blusa da Lilica Ripilica proveniente da infância combinada leggings furadas. Confira as imagens a seguir:

(Esteja ciente que alguns looks ainda estão MUITO elaborados para a filosofia "huahuuu foda-se", e estão sujeitos a adaptações pessoais para se adequarem a proposta)




Um calçado especial, um acessório de cabelo, um cachecol ou outros itens semelhantes podem fazer significativa diferença em um look calça jeans e moletom (aliás, colocar uma jaqueta por cima do moletom também pode ser uma boa ideia!) O segredo está em dar seu toque individual e vestir as roupas ao invés de deixá-las lhe vestirem.

Conclusão? Preocupe-se com estilo quando você estiver com vontade: ninguém tem a obrigação social de se vestir bem o tempo todo. Admiro a menina da minha sala que usa roupas de ioga todos os dias e não está nem aí.

domingo, 14 de abril de 2013

Meggings: as leggings estão invadindo também o guarda-roupa masculino

Na última semana, vi na página Site dos Menes uma imagem que me deixou especialmente intrigada. A foto, que foi aparentemente foi deletada, mostrava um protesto feminista e destacava uma mulher nua da cintura para cima, com a seguinte frase escrita no corpo: "Eu também sinto calor".

E não era uma imagem manipulada de forma amadora em um editor de imagem.

Eu realmente não quero falar sobre como há questões muito mais relevantes para se reivindicar do que o direito de andar sem camisa por aí - inclusive, prefiro acreditar que tratava-se de uma hipérbole. O ponto em que quero chegar é o seguinte: será que se a moça deseja andar despida por aí, um homem também pode utilizar certas peças exclusivas do público feminino mesmo não sendo transexual?

Por coincidência, também recentemente, uma amiga comentou comigo a respeito das meggings. Chocada com a proposta da peça, ao chegar em casa, joguei o termo no site de buscas Google imediatamente e fiquei mais chocada ainda. Pelo nome, é possível ter uma pista do que se trata: leggings para... homens.

Homens trajando calças coladas na Idade Média: seria a tendência das meggings retrô?

Sei que o tema "leggings" já está saturado no The Clown Costume, mas não podia deixar de levar ao conhecimento de vocês, leitores, esse assunto que até o presente momento me deixa inconformada: leggings e os limites da sanidade mental.


Sua irmã sabe que você anda pegando as roupas dela? (Imagem retirada de: Gothamist)

Assim como as leggings devem ser restritas à academia e casa, acredito que as "meggings" devem se limitar a serem vestidas pelos bailarinos, ginastas e outros esportistas cuja atividade exige uso de peça justa, expansiva e confortável. Não tem nada a ver com a ideia de "ferir a masculinidade", como muitos devem pensar: está relacionado com o fato de ser ridícula.

No entanto, a cafonice e a excessiva exposição de volume não parecem ser de grande importância para os rapazes antenados nas tendências: o item já tomou conta das ruas de Nova York e Londres e a versão da marca Boy London já está esgotada, dos tamanhos extra-pequeno ao extra-grande.

Por quê?

Cada um usa o que quiser, eu sei, mas algumas peças ninguém deveria querer usar. A seguir, confira alguns looks e agradeça pela tendência ainda não ter desembarcado em nosso país:

Desfile Libertine, inverno 2013 (Retirado de: Vogue)

Streetstyle

Tira essa calça

É só uma questão de tempo até as meggings estarem disponíveis nas lojas brasileiras. Mas, para quem não quiser esperar, a dica é comprar uma legging feminina e aproveitar a sensação de ser trendsetter nacional.

Mas eu realmente espero que você, rapaz, não faça isso.